Créditos de carbono (captura durante o processo de separação gasosa – metano, dióxido de carbono).
Com a crescente preocupação com o meio ambiente, no ano 1999 foi aprovado o protocolo de Kyoto no Japão. O protocolo tinha como objetivo inicial de que os países que assinaram o acordo reduzissem 5,2% a emissão de gases estufa em relação ao ano de 1990, durante o período de 2008 a 2012.Apesar do protocolo reunir 55 países dos quais são responsáveis por 55% de toda as emissões dos gases estufas, as metas para redução foram apenas atribuídas aos países desenvolvidos.
As metas de redução foram distribuídas entre as indústrias do país, e as que não conseguiam atingir a meta tinha três opções:
· Pagar multa (na Europa, o valor atual está em cerca de 80 euros o crédito);
· Comprar crédito de emissão de outras empresas;
· Comprar créditos de projetos implementados em países em desenvolvimento.
Enquanto os países desenvolvidos ficaram responsáveis por reduzir as emissões de gases estufas, os países em desenvolvimento tiveram a possibilidade de desenvolver projetos que evitasse a emissão de gases estufa, esse sistema é conhecido como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). E a cada tonelada de gás em que fosse evitada a sua emissão geraria créditos de carbono, que por sua vez, poderia ser negociado com países que não conseguiram atingir a meta de redução.
Foi convencionado que 1 crédito de carbono equivale a 1 tonelada de dióxido de carbono (CO2), e outros gases também potencializam o efeito estufa equivaleriam aos créditos proporcionalmente a sua capacidade de aumentar o efeito estufa. Um exemplo é do metano, que tem o potencial maior 21 vezes maior que o do carbono, uma tonelada de gás metano que deixa de ser emitida na atmosfera vale 21 créditos de carbono. Os créditos de carbonos ou Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) são negociados nas bolsas de valores (Você pode ver a cotação do Crédito de carbono aqui).
Apesar do protocolo de Kyoto ter se expirado,o mercado de compra de crédito de carbono continua, pois, iniciativas visando a diminuição da emissão continua por parte de alguns governos locais e empresas voluntárias que se comprometem com a redução.
Um dos casos mais conhecidos de projetos de MDL desenvolvidos no Brasil. Trata-se do Aterro Sanitário Bandeirantes, localizado em Perus, na região metropolitana de São Paulo. Com uma área total de 1.400.000 m²,o Aterro Bandeirantes está desativado desde março de 2007 tendo operado durante 28 anos e recebido, até 2006, cerca de 36 milhões de toneladas de resíduos.
A captação do biogás gerado no aterro foi iniciada em 2004 após uma série de estudos preliminares sobre a viabilidade do projeto e a instalação de uma usina termelétrica a biogás em 2003, onde o gás captado no aterro é tratado (retirada a umidade e feita uma pré-filtragem) e depois transformado em energia. O Aterro Bandeirantes possui capacidade para gerar aproximadamente 170 mil MWh de energia elétrica por ano e possibilitou, até então, a comercialização pela prefeitura de São Paulo, de 1.262.793 RCEs.
Os recursos arrecadados não são desprezíveis. Basta saber que, em setembro de 2007, o banco holandês Fortis Bank NV/SA desembolsou R$ 34 milhões pelo lote de 808.450 créditos de carbono colocados em negociação pela Prefeitura de São Paulo na Bolsa de Mercadorias e Futuros.”
Contudo, apesar destes exemplos, o mercado dos RCEs está em baixa. Primeiro por conta da crise europeia, e segunda pôr no Brasil não haver nenhuma meta de redução de gases a compra de crédito de carbono fica por conta de poucas indústrias voluntárias. Porém é esperado que este cenário mude, entre 30 de novembro e 11 de dezembro de 2015 em Paris, será realizado Conferência do Clima onde se espere que seja atribuída novas metas inclusive para o Brasil, assim estimulando o mercado de créditos de carbonos tanto no âmbito nacional quanto internacional.
Referêcias

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