Esclarecimento.
Estamos
finalizando com esta postagem todos os assuntos não referentes aspectos econômicos
ou legislativos sobre a construção do "LANDFILL GAS POWER PLANT" em
Itajubá. Como já explicado, a cidade tem enorme potencial para receber esta
tecnologia uma vez que o aterro recebe lixo de 10 cidades adjacentes e o metano
produzido lá é queimado como algo extremamente normal. Entretanto isso se torna
um absurdo diante da crise energética vivida no Brasil. Nosso objetivo a partir
de agora é apresentar nosso projeto para as autoridades locais responsáveis pelo
assunto e recolher suas opiniões, sugestões e principalmente . Simultaneamente apresentaremos
a análise de custos requisitada pelo Professor Paulo F. Ribeiro, Ph.D Professor Adjunto(UNIFEI).
Tratamento do Chorume
O Chorume é uma substancia de alta carga poluidora derivada
da degradação de resíduos orgânicos comumente presentes em lixões e aterros
sanitários. O Chorume geralmente contém grande concentração de sólidos
suspensos, metais pesados e compostos orgânicos. Entretanto, sua composição
físico-química é extremamente variável e depende de alguns fatores como condições
do ambiente local, forma de operação do aterro e tempo de disposição.
Devido à presença de substancias altamente solúveis em sua
composição, o chorume pode contaminar as águas do subsolo nas proximidades do aterro e devido
à movimentação dos lençóis, a substância pode dispersar-se e atingir poços
causando graves consequências para o meio ambiente e para saúde publica por
apresentar uma alta concentração de compostos tóxicos.
Com isso, é necessária a realização de um tratamento
adequado do chorume nos aterros sanitários a fim de evitar ou amenizar os
problemas causados por sua dissipação. O tratamento do chorume em aterros
sanitários, além de ser uma medida de proteção ambiental, é também uma forma de
garantir uma melhor qualidade de vida .
As técnicas comumente utilizadas no tratamento do chorume
inclui os tradicionais processos biológicos ( realizado nas lagoas aeróbicas, anaeróbicas
e de estabilização), como também uma
variedade de processos químicos. No Brasil, a forma mais comum de tratamento é
a de processos biológicos, por ser considerada bastante eficiente em aterros
novos, além de se caracterizar pela simplicidade e baixo custo.
O processo de tratamento biológico consiste basicamente em
três etapas:
Lagoa Anaeróbica: O chorume fica
em tratamento por sete dias. A degradação da matéria orgânica ocorre na falta de
oxigênio, dessa forma, esses tanques devem ter
grande profundidade a fim de reduzir a possibilidade de penetração do oxigênio
produzido na superfície. Nessa etapa são removidos de 50 a 60% da Demanda
Bioquímica de Oxigênio (DBO), que é a quantidade
de oxigênio necessário para oxidar a matéria
orgânica por decomposição microbiana aeróbia.
Lagoa Aeróbica: Após sair da lagoa
anaeróbica, o chorume recebe uma oxigenação forçada por três a cinco dias. É
nessa etapa que ocorre a remoção de metais pesados.
Lagoa de Estabilização: Depois de
passar pela Lagoa Aeróbica, o chorume se transforma
em lodo que é posto em um leito de secagem, onde, depois de
seco, poderá ser descartado da forma correta.
campinas.edu.br/pub/professores/ceatec/demanboro/Material10(05Out)/Tratamento_Ch
http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/como-funciona-o-processo-de-
tratamento-de-chorume/
http://www.scielo.br/pdf/qn/v29n1/27850.pdf
http://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/bid/340697/Tratamento-
biologico-aerobio-e-anaerobio-de-efluentes
http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/agua/aguas-superficiais/aguas-

Muito bacana vocês abordarem uma questão que é tão presente na nossa comunidade.
ResponderExcluirTorço para que os estudos sejam bem produtivos e que possam trazer retornos a sociedade.
Matheus Alexandre Cândido - EEL 2015