quinta-feira, 28 de maio de 2015

Esclarecimento,Tratamento do Chorume-POSTAGEM EDITADA

                                                               Esclarecimento.

Estamos finalizando com esta postagem todos os assuntos não referentes aspectos econômicos ou legislativos sobre a construção do "LANDFILL GAS POWER PLANT" em Itajubá. Como já explicado, a cidade tem enorme potencial para receber esta tecnologia uma vez que o aterro recebe lixo de 10 cidades adjacentes e o metano produzido lá é queimado como algo extremamente normal. Entretanto isso se torna um absurdo diante da crise energética vivida no Brasil. Nosso objetivo a partir de agora é apresentar nosso projeto para as autoridades locais responsáveis pelo assunto e recolher suas opiniões, sugestões e principalmente . Simultaneamente apresentaremos a análise de custos requisitada  pelo Professor Paulo F. Ribeiro, Ph.D Professor Adjunto(UNIFEI).

                                                         Tratamento do Chorume

O Chorume é uma substancia de alta carga poluidora derivada da degradação de resíduos orgânicos comumente presentes em lixões e aterros sanitários. O Chorume geralmente contém grande concentração de sólidos suspensos, metais pesados e compostos orgânicos. Entretanto, sua composição físico-química é extremamente variável e depende de alguns fatores como condições do ambiente local, forma de operação do aterro e tempo de  disposição.
Devido à presença de substancias altamente solúveis em sua composição, o chorume pode contaminar as águas  do subsolo nas proximidades do aterro e devido à movimentação dos lençóis, a substância pode dispersar-se e atingir poços causando graves consequências para o meio ambiente e para saúde publica por apresentar uma alta concentração de compostos tóxicos.
Com isso, é necessária a realização de um tratamento adequado do chorume nos aterros sanitários a fim de evitar ou amenizar os problemas causados por sua dissipação. O tratamento do chorume em aterros sanitários, além de ser uma medida de proteção ambiental, é também uma forma de garantir uma melhor qualidade de vida .
As técnicas comumente utilizadas no tratamento do chorume inclui os tradicionais processos biológicos ( realizado nas lagoas aeróbicas, anaeróbicas e de estabilização),  como também uma variedade de processos químicos. No Brasil, a forma mais comum de tratamento é a de processos biológicos, por ser considerada bastante eficiente em aterros novos, além de se caracterizar pela simplicidade e baixo custo.
O processo de tratamento biológico consiste basicamente em três etapas:
Lagoa Anaeróbica: O chorume fica em tratamento por sete dias. A degradação da matéria orgânica ocorre na falta de oxigênio, dessa forma, esses tanques devem ter  grande profundidade a fim de reduzir a possibilidade de penetração do oxigênio produzido na superfície. Nessa etapa são removidos de 50 a 60% da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), que  é a quantidade de oxigênio necessário para  oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia.
 Lagoa Aeróbica: Após sair da lagoa anaeróbica, o chorume recebe uma oxigenação forçada por três a cinco dias. É nessa etapa que ocorre a remoção de metais pesados.
 Lagoa de Estabilização: Depois de passar pela Lagoa Aeróbica, o chorume se transforma
em lodo que é posto em um leito de secagem, onde, depois de seco, poderá ser descartado da forma correta.

campinas.edu.br/pub/professores/ceatec/demanboro/Material10(05Out)/Tratamento_Ch

http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/como-funciona-o-processo-de-

tratamento-de-chorume/

http://www.scielo.br/pdf/qn/v29n1/27850.pdf

http://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/bid/340697/Tratamento-

biologico-aerobio-e-anaerobio-de-efluentes

http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/agua/aguas-superficiais/aguas-

interiores/variaveis/aguas/variaveis_quimicas/demanda_bioquimica_de_oxigenio.pdf



            
                     

Um comentário:

  1. Muito bacana vocês abordarem uma questão que é tão presente na nossa comunidade.
    Torço para que os estudos sejam bem produtivos e que possam trazer retornos a sociedade.
    Matheus Alexandre Cândido - EEL 2015

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